Cerca de 24,6 milhões de brasileiros acima de 15 anos fumavam derivados do tabaco em 2008, conforme apontou a Pesquisa Especial de Tabagismo (PETab) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (27). O número equivale a 17,2% da população nessa faixa etária.
Segundo o IBGE, o país ainda possui outros 0,4% de usuários de tabaco não fumado, como rapé e fumo de mascar. No total, os consumidores de tabaco – fumado ou não – formam um contingente de 25 milhões de pessoas, o que equivale a 17,5% da população total do Brasil acima de 15 anos.O número de homens usuários de tabaco é maior que o de mulheres em todas as regiões do Brasil.
(Crédito: Editoria de Arte/G1)
Segundo o IBGE, cerca de três milhões de pessoas fumavam apenas ocasionalmente, o que corresponde a 12,2% do número de fumantes e a 2,1% do total da população acima de 15 anos.
O Brasil tem um total de 118,4 milhões de brasileiros que se declaram não fumantes. Conforme o IBGE, o número total de não fumantes acima de 15 anos equivale a 82,8% da população nessa faixa etária. Entre os não fumantes, 92,5 milhões de pessoas (64,7% da população com mais de 15 anos) nunca fumaram e cerca de 26 milhões de pessoas são ex-fumantes.
A escolaridade é um fator que influencia na idade em que as pessoas começam a fumar. As pessoas sem instrução ou com menos de um ano de estudo que começaram a fumar antes dos 15 anos chega a 40,8%.
Segundo o IBGE, no Brasil, os maiores percentuais de fumantes foram encontrados entre pessoas que se declararam de cor preta ou parda. De todas as pessoas que se consideram pretas ou pardas, 19% são fumantes. Já entre quem se considera branco, 15,3% são fumantes. Os termos branco, preto e pardo são utilizados no relatório oficial do IBGE.
Entre as pessoas que fumam todos os dias, a maioria consome de 15 a 24 cigarros por dia (33,9%). De acordo com o IBGE, 39,3% dos fumantes do país acendem o primeiro cigarro entre 6 e 30 minutos após acordar.
A maioria dos ex-fumantes do país (57,3%) deixou o vício há 10 anos ou mais. Do total de ex-fumantes nessa condição, 60,1% são homens e 53,3% são mulheres.
A cada cem vagas autorizadas no ensino superior brasileiro, 49 ficam ociosas. A informação é do Censo da Educação Superior, divulgado nesta sexta-feira (27). Ao todo, 1,479 milhão das carteiras que poderiam ser ocupadas em cursos presenciais de universidades, centros universitários e faculdades permaneceram vazias - elas representam 49,6% do total de vagas de ingresso.
O número de vagas ociosas teve um crescimento de 11,6% de 2007 para 2008. O mais expressivo aumento ocorreu na rede federal de ensino, que teve o número de vagas ociosas mais do que duplicado.
Em porcentagem, o aumento de vagas ociosas na rede particular de ensino foi de 10% e não chega nem perto do registrado nas instituições federais que subiram a diferença em 117% - a taxa em 2007 era de 2,19% e, em 2008, chegou a 4,36%.
No entanto, em termos numéricos, as instituições privadas ficam com 98% das cadeiras não preenchidas em todo o país. São 1,442 milhão de vagas com funcionamento autorizado que não chegam a ser ocupadas. As particulares poderiam oferecer 2,641 milhões de vagas em processos seletivos, segundo o censo - sendo que 54,6% delas ficaram ociosas.
Ainda em números absolutos, as federais são responsáveis por 7.387 vagas não preenchidas. Maria Paula Dallari Bucci, secretária de Ensino Superior do MEC (Ministério da Educação), chama a atenção para os índices de aumento de número de vagas em comparação ao contingente de ingressantes: as federais aumentaram suas vagas em 9,33% e elevaram o número de calouros em 6,91%. No cenário geral do ensino superior, o aumento de vagas ficou em 5,71% enquanto a taxa de ingressantes alcançou 1,61%.
O presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, explica: "esse número de vagas ociosas não quer dizer que tenha curso ocioso ou que existam vagas ociosas [não preenchidas]". Segundo ele, esse dado é "complicado", porque representa o volume de vagas que as instituições estão autorizadas a oferecer. E, as instituições particulares tinham por hábito formar um "estoque" de vagas - elas pediam autorização para funcionar com cem vagas, por exemplo, mas isso não quer dizer que todas as cem vagas serão oferecidas de fato aos futuros universitários.
Isso acontecia, na opinião de Maria Paula Dallari Bucci, secretária de Ensino Superior, porque o processo para abertura de cursos e vagas era muito lento. "Tem havido um trabalho muito intenso nos últimos três anos para o novo marco regulatório, que passa por um processo mais preciso", explica Maria Paula dizendo que esse comportamento de as particulares formarem estoque de vagas tende a diminuir e o número de vagas ociosas tende a ficar mais próximo do real.
Número de vagas sobe mais que o de ingressantes
De 2007 para 2008, o número de vagas aumentou 5,7% e o número de calouros nas faculdades subiu bem menos: 1,6%. De acordo com relatório do MEC (Ministério da Educação), ainda é preciso investigar os motivos para o não-preenchimento.
Ao todo, 5.534.689 de candidatos concorreram às vagas de graduação, com maior disputa no sistema federal (8,8 c/v) e nas estaduais (8,1 c/v).
O que é o Censo
O Censo da Educação Superior é realizado anualmente pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). A edição de 2008 foi feita com base em informações coletadas entre os dias 25 de março e 12 de junho de 2009.
As instituições de ensino superior devem responder um questionário eletrônico preparado pelo Inep, com perguntas sobre seus cursos de graduação, sequenciais, vagas oferecidas, inscrições, matrículas, concluintes, e professores.